A importância do Cão-guia para a pessoa com deficiência visual
Thais Gobbi, da assessoria de imprensa da Adimax, responsável pelo Instituto Magnus, concedeu-nos uma entrevisa explicando as peculiaridades do treinamento e da importância do Cão-guia para a mobilidade da pessoa com deficiência visual.
Perguntamos à Thais como é feito o treinamento para o cão se tornar um Cão-guia e quais as raças indicadas.
Apesar de existirem, no mundo, muitas raças em treinamento para serem Cães-guias, hoje, o Instituto Magnus trabalha apenas com as raças Golden e Labrador. Essa escolha foi baseada em estudos sobre o clima do país, comportamento tanto dos cães como da população, questões de saúde e também a cultura local. Além disso, quando realizamos a escolha do futuro Cão-guia, dentre outras análises, precisamos entender a genética dos cães, saber sobre seus pais e avós, saúde oftalmológica e ortopédica, além de verificar questões de comportamento.
O treinamento de um Cão-guia tem início com a socialização do filhote. Para isso, contamos com famílias voluntárias que recebem o cão em seu lar e são responsáveis por apresentarem o mundo a ele durante um período de aproximadamente um ano. Após esse período, o cão retorna ao Instituto e inicia o treinamento específico junto ao instrutor.
A pessoa com deficiência visual procura o Instituto Magnus para adquirir um Cão-guia. Thais explica como é feita essa tratativa.
Para solicitação de um Cão-guia, é necessário o preenchimento do formulário no nosso site através do link: https://www.institutomagnus.org/programas/cao-guia/como-ter-um-cao-guia
Para que a pessoa possa trabalhar com o Cão-guia e utilizar essa ferramenta de mobilidade e usufruir também de toda autonomia que essa tecnologia assistiva oferece, é fundamental que ela seja independente quanto a sua Orientação e Mobilidade em locais internos e externos e realize rotas externas com total independência, usando a bengala ou outra tecnologia que facilite sua locomoção. Desta forma, a transição para o Cão-guia será realizada de maneira mais natural.
O Instituto Magnus está localizado em Salto de Pirapora, interior de São Paulo. Nós atendemos, preferencialmente, uma área de 150km contados a partir da sede do Instituto. Essa área pode ser estendida, devido a nossa busca pela compatibilidade entre a pessoa e o cão. Por isso, caso a pessoa esteja a mais de 150km, ela pode se inscrever normalmente.
No formulário também perguntamos sobre outras questões relevantes como: rotina, trajetos, como conheceu o Instituto, entre outras informações.
Thais comenta sobre a adaptação do cão ao seu tutor e vice-versa.
Primeiramente, a escolha do beneficiário acontece com base no perfil do cão, buscando sempre a compatibilidade de ambos. Depois disso, ele o recebe no Instituto e permanece em nosso hotel por um período de 15 dias. Dessa forma, é realizado um treinamento intensivo, passando por diferentes situações e ambientes, com a dupla visando a adaptação de ambos.
Thais comenta as peculiaridades de um cão-guia.
É necessário reforçar ao Cão-guia algumas regrinhas como, por exemplo: não subir na cama, no sofá e no banco do carro, para que dessa forma, a convivência com diferentes pessoas e ambientes possa ocorrer sem transtornos e hábitos indesejáveis. Além disso, ele pode consumir apenas a sua ração e no momento em que está com o arreio, significa que está em trabalho e por isso, é de suma importância que não tirem a sua atenção, como fazer carinho, por exemplo.
O Cão-guia é aposentado tendo em torno de 10 anos de idade e após sua aposentadoria, a pessoa com deficiência visual, a sua família e seus amigos têm preferência para adotá-lo como Pet.
Nossos agradecimentos à Thais Gobbi, Assessoria de Imprensa da Adimax, responsável pelo Instituto Magnus, thais.gobbi@jtcom.com.br, facebook.com/jtcomconsultoria
Instituto Magnus, https://www.institutomagnus.org/
Fotos: Instituto Magnus

