Conheça os benefícios da Medicina Integrativa


Entrevistamos a Dra. Viviane Reis, da IntegrativaPet Clínica Veterinária, para saber por que utilizar os tratamentos integrativos e quais os benefícios para o animal.


Na verdade, na IntegrativaPet nós usamos os tratamentos tradicionais e os tratamentos complementares, quais sejam, acupuntura, homeopatia, ozonioterapia, consultoria de alimentação natural. Não é que eu exclua os outros tratamentos, colocamos a  palavra “integrativa”,  porque realmente integramos tratamentos tradicionais a tratamentos complementares. Alguns tratamentos,  que eu digo que são complementares,  podem até ser tratamentos únicos, mas depende de cada caso que eu atendo.


Na maioria das vezes nós usamos mais de uma técnica. Os benefícios que eu vejo são a melhora mais rápida dos casos, menos efeitos colaterais, usamos menos medicação alopática, às vezes acabamos não usando e isso traz qualidade de vida para os pets.  Nós fazemos muito  trabalho relativo a controle de dor com acupuntura, ozonioterapia, então acabamos diminuindo a medicação. Para controle de dor crônica para pet, usa-se muito anti-inflamatório , analgésico, antidepressivo, às vezes conseguirmos até ir tirando esses medicamentos e o pet faz então sessões de acupuntura para o controle de dor e   ozonioterapia.   


Tentamos minimizar o uso de medicamentos alopáticos, porque tem efeitos colaterais.  Nem sempre isso é possivel, depende muito do caso. Visamos essa integração,  para que o pet tenha melhor benefício para a sua saúde, para a qualidade de vida como um todo, sem tantos efeitos colaterais.


Quanto mais velho o pet fica, mais problemas de saúde ele pode ter. Temos que pensar no organismo como um todo, cuidar sempre bem dos rins, do fígado. Quando fazemos uso crônico de medicação, precisamos estar sempre monitorando. Tentamos tirar esse tipo de medicação; em alguns casos conseguimos um super sucesso e acabamos ficando somente com os tratamentos complementares.

Como a ozonioterapia tem uma ação anti-oxidante e anti-inflamatória, o animal acaba ficando mais disposto, mais ativo, come melhor, tem uma série de benefícios integrar essas técnicas.

 


Perguntamos à Dra. Viviane se a medicina integrativa pode ser utilizada para problemas comportamentais,  por exemplo, em cachorros muito agressivos, muito nervosos.

 

Para casos comportamentais, eu uso florais e homeopatia. A medicina tradicional usa muito ansiolíticos e  antidepressivos.  Quando pensamos  numa medicina mais complementar, mais integrativa, o que eu vejo de melhor resposta no meu trabalho hoje em dia é a homeopatia,   tentamos buscar o remédio para o pet que reequilibre o seu sistema como um todo.


Os pets respondem super bem ao tratamento homeopático. A agressividade pode estar relacionada a um trauma, a um medo, quando conseguimos trabalhar a questão lá no fundo, se vê uma grande melhora no comportamento, que é refletido pelo meio em que ele vive.  Para tratamento comportamental, dependendo do caso,  eu também indico adestramento, passeios e enriquecimento ambiental.  


Às vezes, é a ansiedade de um cachorro que não sai para passear, então precisamos corrigir o meio.  Trabalhamos com medicamento homeopático para reequilibrar o pet que está ansioso, que está estressado.  Quando eu penso na medicina integrativa, eu tento avaliar tudo que está acontecendo com o bicho, como é o seu dia a dia, o local em que ele vive, como é o emocional daquele pet. Eu acho que isso foi ignorado por muito tempo; a medicina tradicional trata o sintoma e não olha para o resto. O interessante é olhar para o todo, o todo é que vai trazer o benefício para o pet.


Percebemos uma grande mudança quando atuamos de forma a reequilibar o organismo.

 

Notamos que o cachorro reflete a personalidade do seu tutor.  Como a medicina integrativa para animais envolve também o tutor no tratamento. 

 

Reflete sim, eu vejo reflexo quando eu atendo um pet.  A minha função como veterinária é tratar o pet, fazemos sempre o melhor pelo pet, mas é óbvio que temos que avaliar o todo. Se você tem um cachorro muito ansioso com um tutor que não sai com aquele cachorro, temos que conversar também com o tutor. É óbvio que eu não posso forçar o tutor a fazer terapia também, fazer uso de floral, mas a gente sempre pode dar dicas de como ele pode manter aquele pet bem.


Principalmente agora na pandemia, que as pessoas estão mais ansiosas, mais depressivas, isso reflete no comportamento do pet também. Existe um reflexo positivo quando começamos a tratar o pet, porque,  de certa forma, o tutor começa a ver o resultado. Eu sempre converso sobre passear, sobre enriquecimento ambiental, mas parte do tutor mudar algumas rotinas que são ruins. Eu sempre sou muito sincera em falar o que precisa ser mudado.  Eu vejo que tem pessoas que param de sair com o bicho e quando entendem  que isso é ruim, então elas voltam a andar, a passear com o cachorro, começam a sentir prazer em sair de novo, porque veem que o cachorro está feliz.  Tentamos,  ao máximo, tirar os comportamentos que são viciosos e ruins para o pet e de alguma forma transmitir que o bem-estar do pet se reflete no bem-estar daquela família.   


O tutor precisa se conscientizar que o comportamento que o pet expressa pode estar relacionado a um estresse que ele esteja passando. Tentamos buscar,  ao máximo,  os equilíbrios ambientais para que aquele animal também se cure;  acredito que existe uma transformação da cura do pet e da cura do tutor. Ele vê que o pet está mudando e começa a mudar também.


Nossos agradecimentos à Dra. Viviane de Almeida Correia Reis, fundadora, proprietária e veterinária da IntegrativaPet Clínica Veterinária, que atua desde 2010 com clínica de pequenos animais e desde 2015 com medicina integrativa, @integrativapet.


Fotos: Dra. Viviane Reis, IntegrativaPet.

 

 

 


Voltar à Home