Como minimizar a ansiedade da separação
Com o início da pandemia do Corona Vírus no ano passado, as pessoas ficaram mais tempo em casa e, consequentemente, deram mais atenção aos seus animais de estimação. Puderam perceber com mais detalhes os hábitos e os gostos dos seus bichinhos.
Vivemos agora um início de retorno ao trabalho nas empresas e escritórios, e a consequente ausência dos tutores por longos períodos. Para falar sobre a melhor maneira de lidar com esta situação, conversamos com o Dr. Dario Migliano, Médico Veterinário CRMN-SP nº 04582, Diretor Técnico Responsável da Migliano Vet Care, localizada na Av. Pacaembu, 1721, Higienópolis, SP.
Perguntamos ao Dr. Dario, o que pode acontecer com o cachorro que ficará sozinho por longo período de tempo.
O cão pode se sentir solitário. Com isso, pode apresentar condutas diferentes do habitual, tais como latir ou chorar insistentemente, morder móveis e objetos, tentar cavar áreas da casa, roer portões, não comer nem beber direito, ficar mais apático, se lamber com frequência exagerada, principalmente as patas, entre outros. São sinais de ansiedade ou depressão.
Para tentar minimizar esses problemas, o tutor pode tentar adotar um outro cão para um fazer companhia ao outro, diminuindo a sensação de solidão, oferecer brinquedos interativos, deixar algum aparelho, tipo um rádio ligado. Com isso, o cão não vai se sentir tão sozinho. E, quando estiver presente, dar bastante atenção ao cão, inclusive levando-o a passear e dando bastante carinho.
A modernidade trouxe inovações e serviços diferenciados para facilitar a vida do tutor e proporcionar bem-estar ao cão, conforme explica Dr. Dario.
Hoje em dia existem brinquedos interativos. Existe também na televisão a cabo um canal voltado para cães. Além disso, hoje em dia existem locais que oferecem um serviço tipo uma creche, na qual o cão passa o dia na companhia de outros cães, um serviço conhecido como dog day care e também um serviço conhecido como dog walker, em que uma pessoa leva os cães para passear.
Consultamos Dr. Dario sobre as medidas a serem tomadas caso o cão se sinta depressivo.
Caso o cão esteja demonstrando esses sinais de ansiedade ou depressão, o ideal é o tutor procurar a ajuda de um médico veterinário, que irá avaliar, orientar e, se necessário, adotar alguma terapia medicamentosa para tentar combater, da melhor maneira possível, esse quadro.
Os animais possuem sentimentos como os seres humanos, demonstrando amor, amizade, carinho, alegria, tristeza, raiva, medo, angústia, solidão, ansiedade, dentre outros.
Dr. Dario orienta os tutores sobre as condições ideais de convivência para tutor e animal de estimação se sentirem confortáveis e felizes.
O ideal é tentar proporcionar todas as condições para o cão poder se sentir seguro e feliz. Procurar dar amor e atenção ao animal, pois uma vez adotado, ele passa a ser um membro da família. Em retribuição a isso, o tutor vai receber de volta uma forma de amor praticamente incondicional. Para isso, quando possível, fazer carinho, brincar com ele, levá-lo passear, cuidar da higiene, alimentação e saúde dele. Adotar um animal é um ato de amor, mas exige responsabilidade. Inclusive, existe um temor de que, passando essa época conturbada devido a pandemia do Coronavirus, possa ocorrer um aumento significativo de abandono de animais, o que pode gerar inclusive um problema de saúde pública devido ao acúmulo de cães vagando pelas ruas.
Nossos agradecimentos ao Dr. Dario Migliano.

